COM A RELICITAÇÃO, A TARIFA DO PEDÁGIO DEVE AUMENTAR NA BR-040

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Diante de um novo cenário econômico, a relicitação terá que prever um aumento no pedágio ou a redução do trecho a ser duplicado. Se não houver essas mudanças no contrato, existe o risco de não haver empresas interessadas em assumir a concessão.

“Para ter interessados, é preciso que a concessão seja lucrativa. Se a empresa atual está entregando, é necessário fazer essa mudança. O cenário hoje é diferente, de recessão. Então, ou aumenta o pedágio, ou reduz as benfeitorias, ou aumenta o prazo de concessão”, diz o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, Clemenceau Saliba.

Em junho, o secretário de coordenação de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da União, Tarcísio Gomes de Freitas, declarou que, caso a relicitação ocorra, o novo contrato de parceria vai prever duplicação de um trecho menor – e não de 700 km, como é hoje.

“A ampliação vai acontecer onde houver volume de tráfego que a justifique. O ritmo de investimento deve ser governado pela demanda”, afirmou Freitas.

A concessão do trecho teve início em março de 2014, com prazo de 30 anos. A cobrança do pedágio começou após a conclusão de 10% do trecho que deveria ser duplicado, em julho de 2015. Apesar de Minas ter dez das 11 praças de pedágio, apenas 5,1 km foram duplicados no Estado, na altura da cidade de João Pinheiro, na região Noroeste.

Os motoristas que trafegam pela rodovia apontam falhas no serviço da Via 040, mas temem piora com a devolução do trecho. O caminhoneiro João Carlos Medeiros e Costa, 47, que passa pela via duas vezes por mês com cargas de alimentos, acredita que a concessão é a melhor alternativa porque há postos de serviços e facilidade de fazer reclamações.

Fonte: O Tempo

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